Pesquisadores de iniciação científica do HCE participam da 15ª SIAc da UFRJ

Seis estudantes de graduação em Ciências Econômicas e Relações Internacionais que realizam iniciação científica no laboratório História, Complexidade e Evolução (HCE) apresentaram seus trabalhos na 15ª Semana de Integração Acadêmica (SIAc) da UFRJ, realizada presencialmente entre 5 e 9 de outubro de 2026. Principal evento de ensino, pesquisa e extensão da universidade, a SIAc reuniu mais de 7 mil apresentações. Laura Pontes Monteiro Morais, Moema Costa Netto Madarasz, Heitor de Faria Groisman, Helena Grandchamp Venancio, Matheus Barbosa Gomes e Nathália Magalhães Macedo são orientados pelo Prof. Dr. Daniel Barreiros.
Laura Morais apresentou “A substituição do trabalho orgânico e os novos desafios para a classe trabalhadora”, que investiga os efeitos da automação algorítmica sobre a distribuição funcional da renda e parte da hipótese de que ela degrada a massa salarial e fortalece os lucros. Moema Madarasz, em seu projeto de monografia “O processo de mobilização econômica e reconstrução na Primeira Guerra Mundial: uma perspectiva polanyiana”, analisa o período como exemplo do “duplo movimento” de Karl Polanyi, a tensão entre enraizamento e desenraizamento da economia.
Heitor Groisman, em “Sistemas-mundo pré-modernos por uma perspectiva polanyiana”, discute a compatibilidade entre as teorias de Polanyi e de sistemas-mundo para o estudo das rotas da seda na Antiguidade. Helena Venancio, em “Economia como a ciência da escolha: uma crítica em três eixos”, critica a definição neoclássica de economia a partir das abordagens termodinâmica, institucional e geopolítica de Georgescu-Roegen, Polanyi e Susan Strange.
Matheus Barbosa Gomes apresentou “Redes de bens de prestígio e de consumo no Tawantinsuyu”, que investiga se os conceitos de stape finance e wealth finance, de D’Altroy e Earle, correspondem às redes sistêmicas descritas por Chase-Dunn, tomando como caso uma região periférica do império inca. Nathália Magalhães Macedo apresentou “A última promessa: a exaustão do tempo”, que relaciona o problema da cultura estratégica e da tomada de decisão em nível estatal à temporalidade ditada pelos regimes energéticos.




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